Campolide,

Verão Sénior – Nas ondas das recordações

Se a água é a fonte da vida, foi também o elemento fundamental no último dia do Verão Sénior deste ano. Um mês de passeios e visitas terminou com uma ida às Termas da Curia.

“Andei pelo país todo. Tinha 15 anos quando fui começar a construção da Barragem do Cabril. Nasci em Loulé, com 20 anos fui morar para Campolide… e ainda lá estou, com minha mulher, Maria de Lurdes. Em 1955 fiz parte da equipa que começou os trabalhos do Metropolitano de Lisboa, na Avenida da Liberdade”, vai discorrendo Manuel Cabrita Nunes, 82 anos de idade e quase tantos de trabalho intenso, pedreiro de profissão.
Este poderia ser um retrato de muitas das pessoas que integram este grupo, no último dia do Verão Sénior, actividade sazonal da Junta de Freguesia de Campolide (JFC). Depois de uma vida dura, num tempo em que os feriados e fins-de-semana não eram o repouso garantido que hoje representam, é tempo de descansar e respirar fundo. Com calma. É isso que sobressai, num dia bem passado, com o Hotel Termas da Curia por cenário e uma camaradagem evidente entre todos.


Almerinda Ferreira Nogueira Branco tem 84 anos de boa disposição. Quem a apresenta é a “Tia” Fátima Lopes, figura mais que conhecida de Campolide. E o divertido é que se refere a ela como… “a minha tia”. Também por esta memória viva passam décadas de histórias e transformações, já que falamos de alguém que vive em Campolide há 70 anos, como nos informa, orgulhosa. No Verão Sénior deste ano, gostou também muito de conhecer o Museu Municipal de Loures, porque “passava muitas vezes por lá e nunca tinha entrado”.

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